Tiros em Realengo: uma análise leiga

Columbine é uma cidade do Condado de Jefferson, no estado do Colorado, nos Estados Unidos. Ainda seria uma cidade mundialmente desconhecida se Eric Harris e Dylan Klebold não tivessem entrado em um colégio e assassinado 13 colegas e professores e deixado 21 feridos, antes de cometerem suicídio. E isto poderia já te sido esquecido se 1) não tivesse ocorrido outras vezes casos semelhantes; 2) se Michael Moore não tivesse realizado o filme Tiros em Columbine. Se Columbine é chamado de massacre, então isto se torna uma classificação criminal. Percebam: não chamaram o caso de Realengo como chacina, mas como massacre. Portanto, sim, é algo novo.

Muitos colunistas, articulistas, cronistas, ensaístas, enfim, blogueiros, irão se utilizar de exemplos de casos dessa natureza ocorridos na Europa e, sobretudo, nos EUA. Já antecipo alguns deles.

1. Um histórico de massacres escolares no mundo

Chamado de “explosão em Bath School”, o maior atentado contra escolas dos EUA ocorreu ainda na década de 1920. Em 18 de maio de 1927, um funcionário da escola, Andrew Kehoe, responsável pela tesouraria, agiu contra o imposto de propriedade da sua fazenda agrícola. Kehoe utilizou fortes explosivos para detonar a escola e tudo que estava dentro. Matou 45 e feriu 58.

Em 11 de junho de 1964, no dia de seu aniversário de 42 anos, Walter Seifert invadiu uma escola primária católica localizada em Colônia, na Alemanha, e matou oito estudantes e dois professores. Ao sair do local do crime, Seifert ingeriu inseticida e faleceu no dia seguinte devido ao seu próprio envenenamento. Matou 11 e feriu 22.

Alunos da Universidade do Texas presenciaram um dos piores ataques a escolas do país. Ocorrido no dia 1º de agosto de 1966 e protagonizado por Charles Whitman, um antigo major da marinha (fuzileiro naval) e estudante da universidade. Whitman subiu numa torre e começou a atirar fazendo dezenas de vítimas. Só parou quando foi morto por policiais. Matou 14 e feriu 31.

Marc Lepine, de 25 anos, matou 14 mulheres e feriu mais 13 pessoas na Escola Politécnica de Montreal, além de tirar sua própria vida, no dia 6 de dezembro de 1989. Foi o pior massacre escolar da história do Canadá.

Em 13 de março de 1996, Thomas Hamilton matou 16 crianças e um professor em um jardim de infância de Dunblane, na Escócia. Depois do feito, o assassino cometeu suicídio.

Após ser expulso da escola onde estudava, Robert Steinhäuser, de 19 anos de idade, voltou a sua antiga escola para se vingar e matou 13 professores, dois estudantes e um policial. O que passava na cabeça do rapaz ninguém sabe, pois ele se matou após o atentado ocorrido em 26 de Abril de 2002 na Alemanha.

O sul-coreano Cho Seung-hui, de 23 anos de idade, foi o responsável pelo pior massacre em uma universidade americana. No dia 16 de abril de 2007, munido com duas armas o jovem entrou atirando no campus da universidade da Virgínia, fazendo 32 vítimas fatais e ferindo 21. Logo após, Cho Seung-hui tirou sua própria vida.

2. O massacre de Realengo e uma análise leiga

Na manhã do dia 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira entrou na escola Tasso da Silveira, da qual era ex-aluno, e assassinou, em números atuais, 11 crianças, ferindo mais 13. Depois se matou. Deixou uma carta na qual fala em “uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido(…)” E ainda fala que “os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão.”

Já sabemos o que vai acontecer. Já ouço rumores de que irão investigar se ele era ou não muçulmano, se tinha ou não contato em mesquitas, o que configura caso de total insanidade de uma sociedade que aspira a uma posição mais digna em um mundo multipolar. Possivelmente também vão bombardear as análises dos jornais com velhos clichês de esquerda como “eis um marginalizado revoltado com sua situação social”, ou “eis mais um jovem pobre que só enxerga a violência como meio de se destacar na sociedade”. Coisas assim vão pipocar, eu sei. Como vão pipocar ataques da direita sanguinária defendendo, para não perder a oportunidade, a pena de morte e a redução da maioridade penal, mesmo que isso não tenha nada a ver com o caso. Vão tratar o policial que atirou na perna de Wellington como heroi, como se fosse ele, e não o Estado, agindo, e essa ignorância irá me irritar. E não posso esquecer do fator deus. Deus será muito comentado, sem ajudar nem atrapalhar em nada.

É uma questão social? Sim. Mas também é uma questão psicológica, educacional, econômica, histórica, política, filosófica… Mas se eu tivesse que chutar um chute calculado, pediria para que focassem no assunto com um viés de psicologia social, pensando no impacto psicológico causado pelo modo de vida e pelas dinâmicas da sociedade, hoje. Esse tipo de crime começa a ocorrer nos países em determinados estágios do progresso, como ataques ao próprio significado de civilização e cultura. Não é preciso ser Ph.D. em nenhuma dessas disciplinas para entender que massacres em escolas têm, para o perpetrador, o significado de ataque à sua própria formação educacional e social. Eles atacam as suas próprias escolas, colégios e universidades. Eles querem atacar as bases da comunidade na qual vivem para que crianças e outros jovens não passem pelas angústias e pela confusão mental por que passaram. E eles se matam para evitar um julgamento que, ora, segundo eles, ninguém pode fazer. Eles são enviados de deus. Quiçá, são eles próprios deus.

Por mais que seja absurdo, no mundo em que vivemos, o que há aí é um cartão de visitas do Brasil para o mundo desenvolvido, no qual está escrito: “Nós, da República Federativa do Brasil, diante dos últimos acontecimentos ocorridos no Rio de Janeiro, pedimos, embora consternados pela tragédia, o ingresso no clube dos grandes países do mundo, reinvindicando acordo verbal entre os povos das nações. Como prova de nosso progresso e de nosso estágio de civilização vão mais de 11 laudos de óbito de nossas crianças.”

Tenho o hábito de ler alguns jornais estrangeiros todos os dias. Hoje, especificamente, não quero abri-los.

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23 comentários sobre “Tiros em Realengo: uma análise leiga

  1. Olá, Guilherme! Gostei do seu texto, mas em algumas teorias, chego a discordar dele, principalmente já no final. Sempre me lembro da história de Mateus da Costa Meira, que também matou algumas pessoas pessoas, e feriu outras, também era brasileiro, só que, ao contrário do atirador do Realengo, cresceu numa família de boa situação econômica, e abriu fogo num cinema, em vez de uma escola. Talvez, no caso do Realengo, ele imaginasse que estaria se vingando dos antigos colegas do passado. Mas, ainda acho que a loucura fala mais alto que alguma suposta motivação pessoal. Se Wellington nunca tivesse frequentado uma escola, atiraria na padaria, num supermercado, ou onde cismasse.

    Não vejo isso como algo social, nem econômico. Acho que os pais, sim, devem observar muito os próprios filhos. E promover visitas frequentes a psicólogos e psiquiatras, apresentando eles motivos ou não. Em qualquer lugar do mundo que acontecer um massacre assim, a razão vai ser, quase sempre, falta de cuidado das famílias das pessoas que o praticaram.

  2. Obrigado pelo comentário, Luiz! Faça a assinatura do blog e passe aqui sempre que der.
    Abração!!!

  3. Valeu, primo!!! Muito obrigado pelas palavras! Bom saber que as coisas que eu digo fazem você se lembrar de mim de repente.
    De fato, poderia ser a minha mãe, a minha tia, o Victor, e isso me deixa um tanto preocupado com a situação do nosso país.
    Abração!!!!

  4. acredito que sua coloção sobre o caso esteja coerente, a pouco tempo estudo pedagogia no ES e posso dizer que medidas psicopedagógicas poderiam ter evitado esses acontecimentos. Com certeza a mídia mostrará de todas as formas a culpa sobre o atirador, e por outro lado tampará a ausência do Estado sobre as escolas de cada região. Ao analisar a vida de wellington percebe-se que desde a infancia apresentava problemas psiquicos, e somando isso a sua condição socio-economica juntamente com bulling e as experiencias negativas em seu cotidiano resultaram na viloencia em Realengo. Uma avaliação psicológica durante a fase escolar de uma criança ou ate mesmo em sua ingressão à socidade pode evitar que a mesma passe por problemas. Em uma ultima opinião; acredito que essas crianças precisam de um acompanhamento psicológico, assim como familiares envolvidos. Será que a visão do Estado em relação à educação e a socidade irá mudar no Brasil?

  5. É um texto incoerente devido que está pessoa que cometeu este ato de crueldade, cita “palavras” ( se possível, por favor ), em nenhum momento se reflete na carta expressões, como eu estou mandando enrolar meu corpo com uma manta branca. Em outras frases ele se mostra totalmente calmo, sua simplicidade em sua despedida não mostra um mostro como tal.

  6. Parabéns pelo texto, muito bom.

    Concordo com você, meu ponto de vista é que o governo sempre será omisso e, eu prefiro acreditar ainda que sem educação não chegamos a lugar algum, mais também não esquecendo o ponto de vista social, econômico e psicológico, que interfere em uma pessoa para fazer tanta crueldade, que escreve um texto bastante incoerente com suas atitudes. Vamos ter uma série de especulações sobre o assassino, o momento agora é em fazer algo para que essas notícias de Hollywood não se tornem mais manchete em nossos jornais.

  7. Primo, acabei esbarrando no ente antes que terminasse meu comentário.
    Mas é isso, pensemos amigos, como será daqui para frente? Tudo igual como era antigamente? Assim como a canção? Ou vamos mudar, criando novos processo para que esse tipo de caso não se repita? Aliás, podiam ser familiares nossos, ou até mesmo minha querida prima, à professora que estava dentro de sala durante mais uma aula mal paga e mal aproveitada… Amigos, façamos uma reflexão, o Bulling está na moda, mas quem nunca sofreu preconceito… Até os belos sofrem preconceitos…
    Meu primo acima de tudo, meu nobre e velho amigo, meu nobre camarada da máfia, parabéns pelo texto, pela ótima explanação de suas idéias e é claro, pela ótima busca histórica destes fatos que devem ser esquecidos e enterrados com as inúmeras vítimas que se foram com atos de insanidade e falta de o que for. Por que para mim, até os assassinos merecem orações. Como disse Jesus Cristo perto de ser crucificado, “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.

    Ótiimo fim de semana para você, parabéns, és uma joia em nossa família e um beijo na Ana.

  8. Engraçado primo, hoje no horário do almoço, quando sentei com meu “humilde” prato para almoçar em um singelo, mas maravilhoso restaurante de Santa Cruz, ouvi a seguinte frase no meu ouvido. “Será que a mídia não tem pauta”? Sabe qual era a voz que falava esta frase? Era a sua, da sua eterna reclamação da falta de pauta dos Jornais, revistas, tv’s e meios de comunicação. Vale lembrar, que fiz uma crítica a todos que neste momento só pensam em o que motivou o rapaz a tomar tal atitude, e ninguém pensa em ações futuras para resolver de uma vez por todas as inseguranças dos filhos dessa pátria. Ou seriam os filhos, as mães dessa pátria tão vadia, delinquente e sem coração? Pensemos, várias coisas se passaram em 1 ano, e cairam no esquecimento… U

  9. Juliana!
    Obrigado pelos elogios. Passe aqui sempre que der!
    Beijos!

  10. Opa! Obrigado, Demetrius! Sempre bom ouvir elogios e incentivos.
    De fato será preciso refletir muito além. É um momento novo, para o qual não estamos preparados.
    No texto tentei ir além de explicações sociais, expondo possíveis causas do massacre, mas, como tenho no título, é apenas uma análise leiga.
    Isto é uma patologia que é mais comum do que pensávamos. Estamos vivendo no limite de nossa capacidade mental.
    Grande abraço!

  11. Guilherme, quero te parabenizar pelo excelente texto..
    Acabei lendo também através do post do Thiago e não me arrependi ao ler e repassar aos meus amigos..
    Seus argumentos são bem claros e coesos, o que acarreta uma dissertação bem esclarecida e que na minha opinião tem total fundamento.

    Parabéns

  12. Ola Guilherme, parabéns pelo texto, excelente exposição de ponto de vista, também vi o link do seu blog no face do Thiago e vou postar no meu também.
    Será preciso refletir muito além dessas questões para entender o que se passava na cabeça desse cara, talvez o psicologo que o tratava na adolescência (segundo reportagem do Jornal da Globo) seja a pessoa mais capaz no momento de fazer um perfil, mesmo que incompleto, dele, eu concordo com você no que diz respeito a questão social, mas vou um pouco além, penso que ele foi motivado por grandes traumas não diagnosticados na infancia e que foram crescendo até se transformarem em odio contra os que ele achava que os tinham inflingido, os alunos e principalmente as alunas da escola Tasso da Silveira

  13. Olá, meu amor! Um comentário elogioso seu, aqui, é no mínimo suspeito.
    Acho que, sim, devemos repensar o conceito de civilização de maneira democrática, para qu todos participem e compreendam que certas palavras não são apenas conceitos, mas devem fazem parte da vida política de qualquer pessoa.
    E é claro que isso foi pensado. Sempre é pensado. Eu acho que ele assassinou meninas porque ele queria tirar a vida de “seres puros”, de acordo com suas palavras na carta. Era uma obsessão dele: salvar o mundo dos impuros. Não conseguindo, ele deveria ir embora e levar quem ele achasse puro junto.
    Mas, indo mais longe, tem o fato dele ser filho adotado e a mãe adotiva ter morrido recentemente. Portanto ele foi abandonado duas vezes, e queria se vingar das mulheres…
    Enfim… São conjecturações…
    Beijos, meu benzinho!

  14. Parabéns pelo texto, como sempre, muito bom!
    Eu concordo com os seus argumentos, principalmente com o que diz respeito a entrarmos pra civilização, afinal agora também temos massacres de “loucura social” típicos de “primeiro mundo”. É triste. Ah, e quanto aos jornais internacionais, eles destacaram a notícia do mais novo país “civilizado” do mundo. Fala-se em luto coletivo, em uma tristeza nacional,eu não entendo, não era isso que todo mundo queria? Ninguém sabia que esse era o preço do american way of life (só pra ilustrar, não sou nenhuma anti-yankee)? Produzir pessoas que não conseguem se adequar e acabam transbordando em violência. Esse desespero para entrarmos no mundo dos grandes chega a ser ridículo, mas não é pior do que o “heroísmo” do polícial, a “sede de vingança” da direita e todos aqueles argumentos das pessoas que ainda não entendem que o policial é o Estado e que este tem que arcar com TODOS os seus filhos, mesmo os doentes. Falo isso pq rolou uma dúvida se o Wellington tinha realmente se matado ou se o “policial herói” forjou um suicidio. Pior, é defender que ele deveria ter sido morto mesmo e blábláblá… Só pra te atualizar, foram 12 mortes, 10 meninas, e eu me pergunto se isso foi pensado. É triste. Tanto o fato, quanto suas interpretações.

  15. Opa! Obrigado, Bernardo!
    Não que eu discorde que a polícia tenha feito um bom trabalho. Acho que por ser uma situação nova, eles agiram como aprenderam nos manuais.
    O problema são as pessoas, que não têm a capacidade de compreender que o Estado agiu como deveria agir, e não este ou aquele policial em atitude heroica.
    Mas, de fato, precisamos aprender muito.
    Abração!

  16. Vi um link desse blog pelo face do Thiago, um grande amigo meu, e por conhecer ele entrei aqui. Que bom que entrei, pois achei simplesmente sensacional tudo que esta escrito. Um verdadeiro tapa na cara de quem realmente perde um minutinho para ler.
    Sinceramente , acho que mais dificil de entender a cabeça deste pobre coitado é entender a cabeça de quem apoia , agradece, ou beija na mão dos policiais depois de uma ação como essas, cena esta que vi no globo.com hoje. Como vi também o prefeito e o governador quase chorarem diante as cameras mais cedo, na entrevista dada no patio da escola. Parabéns a sociedade brasileira , por bater palmas e relinchar como animais diante de tudo isso.

  17. Tá foda mesmo, Amaral. A mídia insinuando que ele era muçulmano, que ele tinha treinamento de armas. Isso é absurdo, porra!
    Eu vi tantos filmes, li tanta coisa, que eu poderia cometer um filme perfeito. E nunca tive um treinamento formal.
    É FODA!

  18. Fiquei até emocionado com o seu comentário. Sinto que, de alguma forma, contribuí para a maneira como você pensa o mundo, hoje.
    De fato, a sociedade brasileira sente sempre a necessidade de apontar culpados, pedir a pena de morte, colocar agentes do Estado como herois etc.
    Precisamos mudar isso. Somos a nova geração de jovens que tá vindo aí.
    Beijos mil! =D

  19. Muito bom o texto, parabéns! 🙂

    Mas comentando sobre o caso, acho que a mídia (principalmente) está colocando o homem como um vilão que matou as crianças e que o melhor destino para ele era a morte mesmo. Pior que isso, só as pessoas que deveriam ter o mínimo de senso e que repetem com “orgulho” tudo o que é falado nos jornais/sites. Um absurdo, né? Acho que de maneira nenhuma ele estava certo ao matar as 11 crianças por remorso do seu passado, porém ninguém está olhando pelo lado dele, pois pelo o que parece o homem nunca teve apoio de ninguém depois de ter sofrido bulling e essas coisas que agora estão sendo mostradas para o mundo (mesmo existindo desde sempre).
    Olha isso: http://g1.globo.com/Tragedia-em-Realengo/noticia/2011/04/cumpri-o-meu-dever-diz-sargento-que-baleou-atirador-no-rj.html , só confirma o que eu disse sobre a mídia.
    Enfim, concordo com tudo o que você disse… Beijos!

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