10 artigos do mês – Abril 2011

Alcir Pécora pode ter razão, mas é o troll do mês

As listas que eu passarei a fazer não estão em numeração decrescente de qualidade, tampouco crescente; é apenas uma enumeração ordenada, nada mais. A lista dos bons artigos publicados em abril foi feita às pressas, depois de’u ter tido a ideia, logo não abrange todas as leituras que eu fiz e esqueci, nem leva em conta publicações estrangeiras que eu mais ou menos acompanho e vagarosamente leio, agarrado ao dicionário, quando um assunto me interessa muito. Em maio a seleção será mais criteriosa e carregará uma relevância maior.

1) A Face Humana da Sociologia – Zygmunt Bauman – O Estado de S. Paulo (30/04/2011)

Bauman: dispensa apresentações. Em entrevista ao Estado de S. Paulo, o grande mestre da sociologia fala de sua especialidade: o mundo contemporâneo.

2) A Crítica de Cinema Acabou – Werner Herzog – Revista Cult (01/04/2011)

Werner Herzog, renomado diretor, comenta sua obra e atual situação do cinema e da crítica em entrevista à Cult.

3) Impasses da literatura contemporânea – Alcir Pécora – Prosa & Verso (23/04/2011)

Alcir Pécora, crítico literário e professor da Unicamp, dá uma porrada (não há outra expressão possível) no “mundo das letras”. Certamente o artigo mais polêmico do mês. Imperdível! – Prometo voltar a este assunto.

4) Direitos Humanos, um bom começo – Oscar Vilhena Vieira – O Estado de S. Paulo (09/04/2011)

Já tinha colocado o texto aqui no blog, mas a partir de agora não colocarei mais os textos, por motivo de espaço e de organização. Quando o texto for muito bom, entrará nas listas mensais que pretendo fazer. Neste, o professor de direitos fundamentais da FGV analisa os 100 primeiros dias da política de Dilma Roussef, que já se notabiliza plos esforços em prol dos direitos do homem.

5) Crescendo sem educação – Luiz Costa Lima – Prosa & Verso (02/04/2011)

Luiz Costa Lima: porque a lucidez é sempre bem-vinda!

6) Videla é a mãe – Marcos de Azambuja – Piauí (data indisponível)

Quando a Piauí coloca para escrever o seu time, i. e., a “turma da cia. das letras”, ou a “turma da flip”, como queiram, é aquele show de opinião “cult bacaninha” de “pretensão indie com toques em sépia”. Mas continuam sendo os melhores na seleção de articulistas, cronistas e ensaístas ocasionais para a revista. Em abril, três golaços.

Azambuja, ou, como carinhosamente o chamo, “o embaixador da gravatinha borboleta”, por seu gosto pelo antigo e aristocrático adorno, é uma das maiores mentes desse país. No Globo News Painel, com William Waack, sempre contribui para a discussão com fino humor e carisma. Em “Videla é a mãe” este espírito vem à tona. Pelo seu estilo de escrita, por sua lucidez, por sua memória, vivência e experiência é que considero este o melhor (artigo?; ensaio?; relato?) que li no mês.

7) Permanência e desfiguração – Claude Lanzmann – Piauí (data indisponível)

Claude Lanzmann, que virá para a Flip deste ano (ler primeira frase do tópico 6), comenta sua relação com Deleuze, Sartre, Simone de Beauvoir, sua irmã e destes todos entre si. Não posso antecipar mais nada, porque é uma leitura deliciosa e inesperada. Uma joia!

8 ) Tufão, tromba, trombeta: dadá – Saul Steinberg – Piauí (data indisponível)

Piauí revivendo um cartunista da The New Yorker que morreu há doze anos? A intenção é esquisita, mas vá lá, vamos dar um crédito. Nem diria que é um artigo, diria que é um belíssimo ensaio sobre si mesmo e os efeitos do século XX. Incrível!

9) O feijão e a reforma – Renaud Lambert – Le Monde Diplomatique Brasil (01/04/2011)

O jornalista francês disseca a atual situação econômica de Cuba, pouco mais de 50 anos depois da revolução. Socialismo real para os comunas atuais refletirem a respeito.

10) A crítica como exploração – Giovanna Dealtry – Jornal O Globo (30/04/2011)

Enfim, a resposta ao artigo de Alcir Pécora, publicada 1 semana depois. Leitura tão indispensável quanto a da que a precede.

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Um comentário sobre “10 artigos do mês – Abril 2011

  1. Guilherme,

    obrigado pelos links.

    Gostei da polêmica do Alcir Pécora, apesar de achá-lo às vezes grosseiro. Mas o que ele fala é necessário ouvir.

    Grande abraço.

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