Estradas fantasmas (poema)

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Têm mais mistério as estradas
fantasmas de deus do céu.
Transarrozeira, a Estrada do Tepequém
Transbananeira, a do Alto Alegre
a da Produção.

Tão fácil perder-se! Tão fácil!
À noite, cismado, me perdi de histórias.
Cruzava um país pelo chão
de-ilha-em-ilha. 
Fracassei. 

O mar é tão triste e ninguém ousa acusá-lo:
nem era um rio, nem era janeiro,
mas cada um vê beleza na distância que elege.

O Atlântico é um céu de costas
onde as brumas fizeram nuvens.
E passaram!

(Se te recordo, cunhatã,
em expedições de memória
de tempos pretéritos,
é um problema difuso horário.)

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